Evento reuniu representantes da CETESB e do CEPEMA.
Uma parceria que tem tudo para dar certo está sendo estabelecida entre a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB, órgão da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, e o Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente – CEPEMA, vinculado à Universidade de São Paulo – USP.
Um passo importante nesse sentido foi dado no último dia 22 de setembro com a realização de um encontro para promover a integração de atividades discutindo questões como monitoramento, remediação de solos e resultados de pesquisas.
O CEPEMA, localizado na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, km 270, Zona Industrial de Cubatão, foi criado com recursos provenientes de compensação ambiental, contando com instalações laboratoriais, auditório e áreas para atividades de educação ambiental.
O encontro tratou de questões relativas a biomonitoramento, recuperação de áreas contaminadas, tratamento de água e outras. O engenheiro Rodrigo César de Araújo Cunha, gerente do Departamento de Desenvolvimento Institucional Estratégico da CETESB, e Marilda Mendonça Guazzelli Ramos Viana, do CEPEMA, abriram o evento falando sobre as possibilidades de um convênio entre as duas instituições, incluindo a realização de novos encontros técnicos.
Maria Inês Zanoli Sato, gerente do Departamento de Análises Ambientais da CETESB, proferiu uma palestra, junto com Alcides Diniz Garcia Junior, da Divisão de Suprimentos, sobre “Avaliação do Uso de Produtos Biotecnológicos para Tratamento de Efluentes Líquidos, Resíduos Sólidos e Remediação de Solos e Águas”. Foram abordadas questões como normas para avaliação de uso de produtos biotecnológicos, que devem ser registrados no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e cujo uso, em São Paulo, deve ser autorizado pela CETESB.
“São produtos utilizados no tratamento de efluentes líquidos, resíduos sólidos e remediação de solos e águas, e que envolvem microorganismos e metabólicos, que são enzimas, proteínas, polímeros, biossurfactantes e outros”, explica. Trata-se de microorganismos que podem ser patogênicos ou geneticamente modificados, conhecidos como OGM ou transgênicos, que exigem uma avaliação multidisciplinar para aplicação.
Maria Inês entende que o entrosamento com o CEPEMA representa ganhos para CETESB, pois a parceria com a universidade é sempre proveitosa, pois “eles têm recursos humanos para a pesquisa”. O CEPEMA está desenvolvendo tecnologia para remediação de áreas contaminadas utilizando recursos químicos e biotecnológicos.
Alfredo Carlos Cardoso Rocca, gerente da Divisão de Avaliação, que fez uma exposição sobre contaminantes prioritários e avaliação e gerenciamento de risco em areas contaminadas, acredita que a parceria entre as duas instituições é positiva, possibilitando o desenvolvimento de estudos na area ambiental, gerando dados que constitui a principal atividade do CEPEMA.
As atividades conjuntas visam a capacitação de técnicos, identificação de temas de interesse para o desenvolvimento de pesquisas pela universidade, como areas contaminadas, análises laboratoriais, poluição do ar e outras.
Técnicos do CEPEMA abordaram questões como processos de remediação de solo, degradação de poluentes orgânicos, monitoramento do ar, tratamento de águas e outras.
Texto
Newton Miura
Fonte: CETESB