Com a presença do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) foi homenageado na terça-feira (10/11), às 10h, em Sessão Especial no Senado Federal, pelos 40 anos da instituição. A solenidade partiu de iniciativa do senador João Pedro (PT/AM). A CPRM instalou uma exposição na entrada principal do Senado, com produtos, publicações e materiais sobre a contribuição da instituição para o desenvolvimento do país ao longo desses 40 anos.
A solenidade de abertura contou com a presença do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, do diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Agamenon Sérgio Lucas Dantas, do diretor-geral do DNPM, Miguel Nery, do senador João Pedro, do secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Claudio Scliar, além de senadores, deputados, oficias da Marinha, diretores da CPRM e do DNPM, assim como entidades do setor mineral.
O presidente José Sarney deu início às homenagens destacando a contribuição da CPRM na identificação do potencial mineral do país e na geração de riquezas a partir da exploração de reservas. Sarney lembrou a trajetória da companhia, criada em 1969, informando que, na década de 70, a empresa realizou o mapeamento geológico sistemático do Brasil, em convênio com a Alemanha. Destacou ainda a ação da entidade na descoberta de importantes jazidas, como a de fosfato, em Patos de Minas; de níquel, em Morro do Engenho e Santa Fé, em Goiás; e de ouro, no Vale do Ribeira.
O senador João Pedro, autor do requerimento da sessão especial, lembrou que a instituição, fundada em 15 de agosto de 1969, tem prestado relevantes serviços ao país. “Nesses 40 anos de existência, a empresa tornou-se um dos maiores patrimônios do povo brasileiro, em razão do desempenho conquistado nesse setor”, disse o senador.
O parlamentar conta que, inicialmente, a empresa se dedicou à prospecção e pesquisa de minérios, mas logo ampliou suas atividades para três importantes áreas: geologia e recursos minerais, compreendendo mapeamentos geológicos, geoquímicos, geofísicos e prospecção mineral; recursos hídricos, envolvendo levantamentos hidrológicos e hidrogeológicos; e geodiversidade, abrangendo os levantamentos e estudos multidisciplinares direcionados à gestão territorial e áreas de riscos naturais.
Em seu pronunciamento, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o setor mineral vivencia a retomada do crescimento econômico, após a forte crise internacional que afetou o Brasil a partir do final do ano passado. “O governo Lula investiu no conhecimento geológico do país, por intermédio da CPRM, e no fortalecimento institucional do DNPM, com novos programas de estudos geológicos, de modernização e de pessoal tanto da CPRM como do DNPM”, afirmou.
O ministro Lobão comentou ainda que ao longo de 40 anos os serviços prestados ao país pela CPRM são dignos de registro. “Vale citar a execução de 2003 a 2008 de mais de 3,4 milhões de quilômetros de linhas de voo aerogeofísico, o que corresponde a 150% dos quilômetros voados de 1970 até 1999. Em menos de seis anos, realizamos duas vezes e meia tudo que havia sido feito no Brasil em 20 anos”, frisou.
Em seu discurso, o diretor-presidente da CPRM, Agamenon Dantas, destacou o conhecimento geológico do país, que foi atacado de duas maneiras: o mapeamento geológico sensu stricto, um trabalho de campo; e o mapeamento geológico, por meio de levantamentos aerogeofísicos, que dão um primeiro approach da potencialidade mineral do país.
Agamenon explicou que na questão dos levantamentos aerogeofísicos, os resultados são muito mais específicos. “Tivemos quase 4,5 milhões, contando com os levantamentos que estão sendo feitos hoje, 4,5 milhões de quilômetros voados neste País. Isso significa cerca de duas vezes tudo que foi feito desde a década de 50. E se somarmos com o que foi feito pela ANP – porque nós não sobrevoamos bacias sedimentares, quem sobrevoa é a ANP –, teremos cerca de quatro vezes tudo que foi feito desde a década de 50”, concluiu.
O quadro de pessoal da empresa é, atualmente, de 1.180 funcionários. Desse total, cerca de 500 são geólogos, hidrogeólogos, engenheiros hidrólogos e engenheiros de minas. Um terço desse pessoal, segundo informa a empresa, tem mestrado ou doutorado.
A CPRM conta com infraestrutura operacional instalada em todo o país, constando de oito superintendências regionais em: Manaus (AM), Belém (PA), Recife (PE), Goiânia (GO), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Essas unidades são executoras dos projetos, onde se concentra a maior parte da capacidade operacional da instituição.
Além dessas unidades, a empresa conta com estruturas operacionais menores, localizadas em Porto Velho (RO), Teresina (PI) e Fortaleza (CE). Tem ainda três núcleos de apoio em Natal (RN), Cuiabá (MT) e Criciúma (SC), além de três centros de treinamento, em Apiaí (SP), Morro do Chapéu (BA) e Caçapava do Sul (RS). A sede política da empresa é em Brasília e o escritório central fica no Rio de Janeiro.
DNPM – Assessoria de Comunicação