Arquivos Geoinform: maio, 2010

Geoinform Vídeos – Água Mineral de Mina (fonte)

Publicado por Geoinform em maio - 31 - 2010

Uma fonte (mina) de água mineral é uma surgência natural do áqüífero freático. Neste caso, trata-se do aqüífero Guarani e foi classificada como mineral por apresentar flúor na sua composição. Notar que foi construída uma captação da fonte, eregido uma casa de proteção e cercado um perímetro em torno da mesma (área de proteção).  Todo o metal utilizado é aço inox. O envase da água é realizado de acordo com as portarias do DNPM e da Anvisa. É fundamental que toda a mineração possuia o licenciamento ambiental e mineral (junto ao DNPM) em ordem.

Data: outubro de 2009

A Geoinform é uma empresa especializada em projetos para mineração e para o meio ambiente, saiba mais.

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Junior Companies de olho no setor de ferro e manganês

Publicado por Geoinform em maio - 30 - 2010

Tradicionais no segmento ouro, as “junior companies”, como são conhecidas as pequenas empresas de exploração e pesquisa mineral, já começam a olhar para o setor de minério de ferro e manganês. A mudança tem como pano de fundo a disparada no preço do insumo, que tornou viáveis economicamente alguns projetos antes descartados. Sócio de uma empresa especializada em pesquisa e desenvolvimento de projetos de exploração mineral, a Ad Hoc Consultores Associados, Luciano de Freitas Borges conta que hoje as “junior companies” estão ativas na busca de minas de ferro e manganês. “O mercado está anêmico, precisando de ferro na veia”, brinca o executivo. Até por isso, ressalta, os geólogos estão trabalhando para suprir essa procura do mercado.

“Recentemente uma empresa comprou por US$ 25 milhões uma área de minério de ferro a 40 quilômetros de um porto, com 1,6 bilhão de toneladas descobertas por um sucateiro”, afirmou Borges, fazendo mistério sobre os envolvidos na negociação. Borges reclama, no entanto, da falta de investimentos em pesquisa mineral no Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) mostram que o Brasil respondeu por apenas 3% de todo os US$ 7,3 bilhões destinados à pesquisa mineral no mundo inteiro no ano passado. Já o Chile representa 5% dos gastos totais nessa área. O país que mais investe em pesquisa é o Canadá, que gasta US$ 16%. O presidente do Ibram, Paulo Camilo, faz eco às reclamações do consultor. “Precisamos urgentemente de uma política de Estado com investimentos em levantamento geológico”, concluiu.

Fonte: Agência Estado

As produtoras australianas de minério de ferro e seus pares globais poderão ver em breve o mercado imobiliário da China como um grande e inesperado fator no seu horizonte de curto prazo, avaliam analistas. Segundo eles, o problema reside no novo sistema de preços do minério de ferro adotado por essas companhias. A mudança do sistema, apoiada pelas gigantes do setor BHP Billiton e Rio Tinto, altera os preços dos contratos de minério de ferro para as médias trimestrais no mercado à vista, ou em alguns casos, para as médias mensais. O novo sistema de preços substitui o sistema anual de preços, adotado em 1960 e usado mais ou menos universalmente até março deste ano – um processo caracterizado por longas negociações, no qual as mineradoras e seus clientes do setor de siderurgia fixavam um preço único para um contrato anual.

O novo sistema foi visto como um benefício para as mineradoras no curto prazo, enquanto as commodities continuaram a subir. O problema para a BHP, Rio Tinto e outras mineradoras, é que o sistema tem o efeito oposto sobre suas receitas durante a queda dos preços das commodities e, geralmente, as expõe a choques inesperados, do tipo que alguns analistas acreditam estar se formando agora no mercado imobiliário da China. “Estou muito pessimista sobre as reservas dos metais básicos das mineradoras, uma vez que o preços estabelecidos para as suas commodities não estão demonstrando qualquer perspectiva realista de desaceleração futura dos preços imobiliários da China”, disse o estrategista da Nomura International Sean Darby.

Darby alertou em abril que uma “tempestade perfeita” estava atingindo o setor imobiliário chinês, uma vez que era provável que os esforços do governo para esfriar o mercado coincidissem com a diminuição dos volumes de vendas e com o aumento da oferta. Em uma nota de pesquisa apresentada no início deste mês, o estrategista disse que a crescente disparidade entre os preços dos imóveis e o índice de preço das ações das empresas de desenvolvimento imobiliário, que têm se movido em direções opostas desde outubro, sinalizavam um abrandamento. Até agora, porém, a maior parte dos mercados de commodities ignorou as preocupações em torno do mercado imobiliário da China, enquanto os investidores observam, ao invés disso, a taxa de aceleração do crescimento econômico do país. Um indicador dos preços diários do minério de ferro no mercado à vista nos portos da China, conhecido como o Índice do Aço, subiu para um recorde de US$ 186,50 por tonelada seca em 21 de abril, negociado a um nível médio de 25% acima do nível de março.

Fonte: Agência Estado

SÃO PAULO – A China descobriu cerca de 870 milhões de toneladas de minério de ferro em minas desativadas, segundo informações do site do jornal chinês People’s Daily Online divulgadas nesta quinta-feira (20). O ministério de Terras e Recursos da China informou que das 632 minas que foram avaliadas, 466 ainda podem ser utilizadas para mineração e, entre essas, 104 apresentam grandes reservas de minério de ferro. Além das reservas de minério de ferro, o estudo de minas desativadas também revelou reservas de 6,6 bilhões de toneladas de carvão, 62,2 bilhões de toneladas de minério de ouro, 2,6 milhões de toneladas de cobre e 0,67 milhão de toneladas de tungstênio.

Fonte: Equipe InfoMoney

O secretário do Tesouro da Austrália, Ken Henry, defende o imposto de 40% que o governo australiano planeja aplicar sobre os lucros das mineradoras. Isso mesmo depois que a agência de classificação de risco Moody’s Corporation alertou que a taxa poderá fazer com que as grandes empresas do setor deixem o país. O secretário disse que o imposto sobre lucros anormais excessivos das mineradoras (Resources Super Profits Tax – RSPT, em inglês) terá “pouco impacto” sobre os investimentos do setor, uma vez que os projetos de menor porte poderiam se beneficiar da eliminação dos atuais pagamentos de royalties.

“O investimento da mineração, no geral, é incentivado neste pacote”, disse Henry, em seu discurso depois da apresentação do orçamento anual para economistas. “Os projetos que estão de lado neste momento por causa dos royalties vão se tornar rentáveis, se os royalties forem removidos e a taxa for imposta”, disse o secretário do Tesouro australiano. “Os projetos que estão gerando lucros anormais excessivos continuarão a gerar lucros anormais excessivos”, acrescentou. A Moody’s alertou nesta terça-feira que o imposto poderia reduzir o lucro das mineradoras em cerca de um terço, e colocaria o investimento no setor de mineração da Austrália em risco.

“Os recursos minerais da Austrália ficarão onde estão, mas os produtores globais, como a BHP, com metade dos seus ativos na Austrália, e a Xstrata, com um terço de seus ativos nos país, podem decidir se desejam extrair os minérios ou mudar algumas de suas operações para países de baixo custo, a fim de evitar o imposto mais elevado, afirmou a Moody’s em uma nota para os investidores. Outras nações ricas em recursos naturais como o Canadá, Brasil e China “podem parecer mais favoráveis para os planos das mineradoras globais se a Austrália aprovar o RSPT”, destacou a agência. BHP, Rio Tinto e Xstrata disseram que o imposto proposto representa um risco para a prosperidade da Austrália, e alguns de seus projetos foram colocados em espera ou em análise.

Henry negou as sugestões de que a taxa reduziria a vantagem competitiva da Austrália, e se mostrou contrário à redução do limite para definição de um “lucro excessivo”, que atualmente é de 6%. “Isso geraria um subsídio importante para o investimento no setor de mineração e, ironicamente, criaria incentivos para adiar a produção de matérias-primas”, disse o secretário.

Fonte: Agência Estado

Usiminas vai concentrar mineração e logística numa nova empresa

Publicado por Geoinform em maio - 19 - 2010

A Usiminas pretende criar uma nova empresa que vai concentrar seus ativos de mineração e logística. A direção do grupo afirma que já negocia com um parceiro estratégico do exterior e que tem bancos dando suporte à empreitada, mas não revela os nomes do possível parceiro nem das instituições financeiras. A Usiminas também pretende lançar ações da nova companhia no mercado, mas adianta que isso não deve ocorrer este ano, como mostra reportagem de Marcelo Portela, publicada na edição desta sexta-feira, do Globo. A nova empresa seria formada com as quatro minas de minério de ferro que a Usiminas adquiriu da J.Mendes em Serra Azul de Minas; com a participação de 20% na MRS Logística; e com um terreno comprado pelo grupo em 2008 por R$ 72 milhões em Sepetiba, na zona portuária do Rio.

O anúncio das negociações para criação da nova empresa foi feito na quinta-feira, durante divulgação do lucro de R$ 309 milhões obtido pela empresa no primeiro semestre de 2010, após prejuízo de R$ 112 milhões no mesmo período do ano passado. A recuperação é resultado principalmente do aumento de 54,1% nas vendas físicas da empresa, que saltaram de 1.048 milhão de toneladas nos três primeiros meses de 2009 para 1.615 milhão de toneladas em 2010, sendo 73% do total para o mercado interno.

Fonte: Globo.com

Demanda por minério vai continuar em alta

Publicado por Geoinform em maio - 19 - 2010

Num momento em que o mercado está se adaptando ao novo modelo de reajuste de preços do minério de ferro, agora baseado em cálculos trimestrais, feitos com base na média das cotações no mercado à vista (spot), a Vale, maior empresa de minério de ferro do mundo, espera continuidade de preços em patamares elevados para a commodity, diante do cenário apertado de oferta e procura.

O presidente da companhia, Roger Agnelli, admite que pode haver algum ajuste nos preços, mas afirma que a matéria-prima terá mercado “muito forte” nos próximos dois anos. “Nós estamos otimistas”, disse. A companhia, que anunciou investimentos de US$ 12,9 bilhões para este ano, pretende manter o crescimento orgânico como sua principal aposta para se expandir nos próximos anos nas suas principais áreas de atuação – minério de ferro, níquel, fertilizantes, cobre e carvão.

O executivo, porém, não descarta a aquisição de ativos, se julgar que os retornos valem a pena. Recentemente, a Vale comprou 51% da BSG Resources, que detém concessões e licenças de exploração de minério na Guiné, na África. “É o único ativo do mundo com qualidade semelhante à de Carajás”, afirmou Agnelli.

Nos últimos anos, a companhia tem investido também em siderurgia no Brasil. A ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), por exemplo, parceria entre a Vale e a ThyssenKrupp, será inaugurada em julho, no Rio de Janeiro, com capacidade de produção anual de cinco milhões de toneladas de placas de aço. Agnelli afirmou que os avanços das siderúrgicas brasileiras em mineração não preocupam a Vale, pois as empresas ainda precisarão do minério da companhia. Segundo ele, a verticalização do setor siderúrgico não deixa de ser “um pouco de moda”. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Apesar do cenário de preços elevados do minério de ferro, já se considera a possibilidade de interrupção das altas dos preços da commodity no mercado à vista (spot) no terceiro trimestre, o que, se confirmado, resultará em estabilidade ou queda dos preços nos contratos a serem fechados para o quarto trimestre. Na sua avaliação, até quando o movimento de alta de preços do minério vai se sustentar?

Sempre tem gente achando alguma coisa para o futuro. Temos de viver o futuro, chegar lá. Para os próximos dois anos, certamente, o minério vai ter um mercado muito forte, mas a questão de oferta e procura é que vai regulá-lo. A demanda por minério ainda é superior à capacidade de produção, então acredito que os preços continuam firmes. Como disse, tem muita gente que acha muito, com antecipação, e geralmente erra. Nós estamos otimistas.

Então vocês não estão esperando quedas de preços para este ano ou início de 2011?

Pode haver algum ajuste, porque os preços tiveram elevação muito forte nos últimos 12 meses, mas não vemos nada significativo. Pelo contrário, a tendência ainda é de crescimento de demanda por minério.

Se houver ajustes, isso vai se refletir também nos preços fechados para os contratos?

O ajuste pode ser para baixo ou para cima, não é?

Diante dos elevados preços do minério, o interesse das siderúrgicas pela commodity tem aumentado. A Vale está preocupada com o risco de concorrer com seus clientes?

Não vemos isso como preocupação. Temos os melhores ativos, as melhores reservas, as melhores minas. A siderurgia, por mais verticalizada que for, vai precisar do minério da Vale. As siderúrgicas estão ganhando muito dinheiro e, evidentemente, têm preocupação de que haja aumento muito forte de produção, então direcionam o capital para outras atividades. E a verticalização da siderurgia é um pouco de moda também.

Um pouco de moda?

É como a diversificação, tem épocas em que todo mundo foca no “core business” e outras em que os grupos diversificam. Passam alguns anos, e todo mundo volta a focar no principal negócio. A Vale está focada no negócio dela, que é a mineração.

E os investimentos da Vale em siderurgia?

O mundo está muito desbalanceado, com metade da produção de aço do mundo na China. Entendemos que o Brasil é o melhor lugar para se produzir aço, então temos estimulado parcerias com nossos clientes para aumentar a produção aqui. Em julho, estaremos inaugurando a ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio, parceria da Vale com a ThyssenKrupp.

Recentemente, vocês venderam ativos de alumínio e bauxita para a norueguesa Norsk Hydro. Vocês vão deixar de atuar nesse segmento?

Não. A indústria de alumínio tem passado por uma forte reestruturação nos últimos anos e, hoje, os grandes produtores no mundo são integrados. Fizemos um novo grande player na indústria do alumínio. Integralizamos os ativos de bauxita e alumínio na Norsk Hydro, empresa que tem acesso a energia barata tanto na Noruega quanto na Arábia Saudita. Se a Hydro crescer em alumínio, nós crescemos junto. Os investimentos no Brasil estão preservados.

Vocês pensam em sair de algum setor?

Devemos sair de caulim. Esse é um segmento que não cresce, então se trata de remanejamento de ativos, em que a empresa sai de um e se concentra mais em outro.

Na última década, a Vale cresceu bastante com aquisições. Daqui para a frente, a expansão da companhia vai ser baseada mais em aquisições ou em crescimento orgânico?

Compramos a Inco e fizemos aquisições menores no começo da década, com concentração em minério de ferro, mas nos expandimos mais pelo crescimento orgânico. Essa continua sendo a prioridade. Aquisições serão oportunísticas. Se tivermos chance de comprar alguma coisa a um preço convidativo que, em comparação aos projetos que temos, apresente retorno mais alto, vamos buscar. O negócio é criar valor.

E a aquisição de ativos de minério na Guiné?

A aquisição que fizemos recentemente na África, de 51% da BSG Resources, foi muito importante em termos de diversificação geográfica e pela qualidade do ativo localizado na Guiné. É o único ativo do mundo com qualidade semelhante à de Carajás. A princípio, nossa visão é de que as reservas são muito grandes. A África é o novo horizonte de crescimento de produção de recursos naturais.

Fonte: AGÊNCIA ESTADO

Agnelli diz que espera fechar reajuste de minério até fim de abril

Publicado por Geoinform em maio - 19 - 2010

O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou há pouco que espera que o reajuste do minério de ferro seja fechado até o fim de abril. Questionado se a Vale estaria tentando implantar um modelo baseado no sistema de indexação da consultoria Platts, o executivo respondeu: “Não queremos indexar nada. O indexador é o mercado”. Conforme Agnelli, a Vale está propondo um modelo baseado em médias trimestrais de preços. “A cadeia é longa, com seis meses entre o planejamento e a entrega dos produtos”, disse. Segundo ele, os reajustes trimestrais seriam convenientes tanto para fornecedores quanto para clientes. o executivo afirmou que, em 2009, a Vale “segurou reajustes” nos contratos de longo prazo (benchmark).

“Mas o mercado mudou, e agora está faltando minério”, disse. Agnelli reiterou que a produção de minério não está acompanhando a demanda pela commodity. Segundo ele, as negociações “já andaram muito”. “Não vou de forma nenhuma dar indicação se sim ou se não (se o reajuste será fechado esta semana), porque senão a Comunidade Europeia dirá que eu estou dando indicação de direção”, disse. A Federação Europeia das Siderúrgicas (Eurofer) vai enviar à Comunidade Europeia carta solicitando investigação sobre supostas distorções de preços do minério. Agnelli afirmou que a Eurofer “esqueceu que o período de colonização, em que os países subdesenvolvidos produziam para sustentar o bem-estar deles (da Europa), acabou”.

“O grande mercado está na China, que consome hoje 60% do mercado transoceânico. É para lá que temos que olhar”, disse. Questionado sobre a possível resistência da China à mudança do modelo de reajuste, o executivo ressaltou que, no ano passado, boa parte dos chineses não respeitou o contrato. “Benchmark só para eles, cara-pálida, não vale a pena”, brincou o presidente da Vale.

Fonte: Agência Estado

1º Congresso sobre Direito minerário ocorrerá em junho

Publicado por Geoinform em maio - 19 - 2010

A primeira edição do Congresso Internacional de Direito Minerário será realizada de 7 a 9 de junho, na cidade de Salvador, na Bahia. O evento é uma parceria do Ministério de Minas e Energia (MME), por meio do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração. No evento serão abordados temas como a atividade de mineração e áreas protegidas, aproveitamento de minerais nucleares e o Direito Minerário nos países de tradição civilista e nas jurisdições do Common Law.

O encontro será uma oportunidade de trocar ideias, interpretações e posicionamentos entre representantes das carreiras jurídicas de Estado, profissionais do Direito ligados à iniciativa privada, acadêmicos, juristas, especialistas do setor, universitários e estrangeiros. Veja aqui como fazer a sua inscrição.

Assessoria de Comunicação
Ministério de Minas e Energia

ALL estuda investir no transporte de minério de ferro em Corumbá

Publicado por Geoinform em maio - 19 - 2010

A ALL estuda investir no transporte de minério de ferro em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Segundo o diretor de Relações com Investidores da empresa, Rogério Barros Mauro de Campos, as minas da região têm capacidade para produzir de 15 milhões a 25 milhões de toneladas por ano e ainda estão sub-aproveitadas pela falta de uma alternativa logística mais eficiente.

As empresas que atuam em Corumbá (Vetorial, Vale, ArcelorMitttal) utilizam barcaças para escoar sua produção via rios Paraguai e Paraná. “Temos potencial de competitividade maior do que o das barcaças”, completou o diretor de industrializados da ALL, Sérgio Luiz Nohus, que participou hoje de uma reunião com investidores promovida pela Apimec. Os executivos não adiantam em que nível estão os estudos para ampliar a atuação no transporte de minério de ferro, mas revelam que a decisão depende de uma saída portuária para o projeto. As alternativas hoje em pauta são o escoamento por meio da construção de um porto da ALL próximo ao Porto de Santos, em São Paulo, ou via o Porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro. Para a última alternativa seria necessário que o minério também fosse transportado pelas ferrovias da MRS, que opera os ramais de acesso ao porto. Campos adianta que o investimento em infraestrutura para comportar o projeto em Corumbá seria “alto”, mas possibilitaria um incremento significativo no volume transportado da companhia. Se confirmado o potencial de extração das minas de 25 milhões de toneladas, o volume representaria metade do transporte anual total da companhia, que gira na faixa de 50 milhões de toneladas. Segundo o diretor de industrializados da ALL, as atuais condições do mercado favorecem o investimento: existe uma escassez na oferta mundial de minério de ferro e o preço do produto está em alta. Além disso, o insumo extraído na região é de alta qualidade pelo seu teor de ferro e chega a substituir em alguns casos o uso de pelotas na produção de aço. Fora o investimento no transporte de minério de ferro, a companhia está de olho também na expansão do transporte de contêineres. Hoje, a companhia detém apenas 1% de participação no segmento.

Fonte: Agência Estado

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